O chocolate chamado de Alimento dos Deuses pela civilização Maia, ainda causa dúvida de ser vilão ou mocinho, mas, apesar de diversos benefícios hoje em dia estudados, deve ser consumido com moderação devido a ser uma boa fonte energética e calórica, dependendo da proporção da manteiga de cacau, do açúcar ou leite, cada 100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí onde está o perigo.
Existem várias pesquisas que comprovam os benefícios do chocolate amargo, uma delas foi um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” (2003), duas barras pequenas (10g cada) de chocolate amargo ao dia podem reduzir a pressão arterial em hipertensos e diminuir os riscos de infartos e derrames. Este dado foi comprovado por um estudo conduzido pela “Universidade de Glasgow” e “Instituto Nacional para Pesquisa de Alimentos e Nutrição “(Itália, 2003) com 12 voluntários, no qual a presença de antioxidantes foi aumentada em 20% nos indivíduos que ingeriram 100 gramas de chocolate meio amargo, em relação ao grupo que ingeriu chocolate ao leite.
Segundo o estudo, a presença de leite no chocolate interfere na capacidade de absorção dos antioxidantes podendo neutralizar seus benefícios.

Os benefícios atribuídos ao chocolate devem-se à presença do cacau, que contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides que são antioxidantes responsáveis pela proteção contra doenças cardiovasculares, entre outras. Além disso, também agem na diminuição da pressão arterial, interferindo na melhora da função endotelial dos vasos.

Entre os benefícios, o chocolate contém as vitaminas A, B, C, D e E, minerais como fósforo e ferro, além de promover uma sensação de bem-estar. Mas nunca exagere, pois além do alto teor de açúcar, o chocolate também apresenta uma quantidade significativa de gordura vegetal hidrogenada, que compõe a famosa gordura trans. Quando consumida em excesso essa gordura pode contribuir para elevar os níveis de colesterol, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

O chocolate amargo é considerado o mais saudável, é feito do cacau puro, sem a adição das gorduras do leite e contém alto teor de flavonóides, os chocolates ao leite têm mais gordura adicionada e por isso, o branco é o maior vilão. E não adianta apelar para a versão diet, pois para substituir o açúcar é colocado ainda mais gordura.

A versão diet não tem açúcar, por isso é indicada aos diabéticos. Pessoas que sofrem de diabetes devem ficar atentas ao consumo de glicose e sacarose, açúcares rapidamente absorvidos pelo organismo. Por isso, mesmo que os produtos sejam light ou diet é importante ler com atenção o rótulo para observar qual é o teor de açúcar no alimento.

Para as pessoas que são intolerantes à lactose, existem chocolates feitos com soja, ao invés do leite de vaca. A vantagem é que ele não tem colesterol e nem gordura trans.

O excesso do chocolate na Páscoa, ou em qualquer época, pode ser prejudicial, principalmente se estes forem ao leite e branco, devido à gordura saturada presente no leite, podendo acarretar ganho de peso, elevação da glicemia (diabéticos), distúrbios gastrintestinais, como flatulência e diarréia.

Seja branco, ao leite, amargo, em pó ou diet, o chocolate é sempre irresistível. O consumo moderado do chocolate é o aceitável, se for na quantidade adequada para o indivíduo, o chocolate pode sim fazer parte da alimentação sem causar danos.