Uma manhã de domingo ensolarada é muito convidativa para quem gosta de fazer exercícios físicos ao ar livre. Pelo menos uma corridinha em volta da represa, na praia ou mesmo nas ruas do bairro sempre acontece. Cuidado!!!

Sol e exercício, dependendo da intensidade de ambos podem se tornar uma combinação perigosa, nós seres humanos toleramos variações relativamente pequenas em nossa temperatura interna (central), tanto para o frio como para o calor, mas neste artigo nos concentraremos no calor.

O calor gerado pelos músculos utilizados durante o exercício pode elevar a temperatura interna (central) até níveis febris que poderia incapacitar uma pessoa se isso fosse causado apenas por um estresse externo induzido pelo calor. Aqui surge uma questão: Como os maratonistas e os triatletas participam de provas de longa duração em baixo de sol e continuam vivos?!

A resposta é simples, indivíduos com boa aptidão aeróbia podem trabalhar por períodos mais longos em ambientes extremamente quentes e tolerar níveis mais altos de temperatura que aqueles com menor aptidão ou sedentários. Além disso, possuem acompanhamento com fisiologistas e treinadores que controlam a sua alimentação e HIDRATAÇÃO (manutenção dos líquidos corporais e seus componentes).

Resumindo, menos de 1% da população mundial se enquadra neste perfil (atleta preparado) e com certeza a porcentagem de pessoas que saem pelas ruas correndo é maior que a mesma, cuidado atletas de final de semana!!!

A prática de exercício sob altas temperaturas favorece a desidratação (perda de líquido corporal causando hipoidratação), porque o calor impõe uma demanda às reservas líquidas do corpo ocasionando transpiração excessiva reduzindo o volume plasmático. Isso causa insuficiência circulatória e nos casos extremos a temperatura central sobe até alcançar níveis letais.

A forma mais efetiva de minimizar os riscos da hipertermia (super elevação da temperatura corporal) é criar o hábito de fazer uma boa hidratação. Um atleta ou mesmo um praticante de exercícios físicos bem hidratado, consegue se exercitar num nível mais alto que um outro que se exercita em estado de desidratação. A ingestão de uma quantidade levemente “extra” de água aproximadamente 10 minutos antes de exercitar-se no calor pode proporcionar uma pequena proteção termorreguladora, retardando a hipoidratação e acarretando uma elevação menor na temperatura central, porém, não descarta a necessidade de reposição hídrica contínua durante o exercício.

A quantidade de líquido a ser ingerida antes, durante e após o exercício é relativa, ou seja, não existe uma receita universal. Cada indivíduo possui um determinado peso corporal e uma capacidade de retenção hídrica individual, além disso, a necessidade de ingestão hídrica varia para o mesmo indivíduo em dias diferentes devido às variações climáticas e na intensidade do exercício. O indicado é que a perda hídrica durante o exercício não chegue a 2% do peso corporal. Portanto hidrate-se!!!